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Coronavírus em crianças: é verdade que elas se contaminam menos?

Atualizado: 25 de Ago de 2020

O que tem se observado em relação ao novo coronavírus, é que as crianças são suscetíveis à infecção por eles, mas geralmente com sintomas mais leves que os adultos. E ainda há incertezas em relação a serem fontes de disseminação da Covid-19, diferente do que ocorre com outros tipos de infecções virais respiratórias ou gastrointestinais.


E quais são os sintomas predominantes nas crianças?

Geralmente, após um período de incubação de 3 a 5 dias, apresentam febre que dura, em média, um dia e evoluem com quadros diarreicos com náuseas ou vômitos. Nos maiores, há relato de dores de cabeça.

Os sintomas respiratórios são leves, dor de garganta, apenas uma coriza e uma tosse mais seca de curta duração. Costumam evoluir muito


E por que as crianças apresentam menos quadros infecciosos?

Ainda não se sabe o motivo pelo qual as crianças e adolescentes representam uma porcentagem tão pequena do total de casos e uma fração menor ainda dentro dos casos de evolução grave, em relação aos adultos e idosos.  Existem algumas hipóteses. Uma delas está relacionada aos receptores do vírus nas células humanas. Já se sabe que o Sars-CoV-2 infecta as pessoas através do receptor da enzima conversora de angiotensina (ACE2), que pode ser encontrada nos pulmões, no trato gastrointestinal, nos rins, nos vasos sanguíneos e em outros locais. Nas crianças, parece haver um número menor desses receptores ou uma expressão menor deles. Dessa maneira, os vírus não conseguem entrar nas células, infectando menos as crianças. Consequentemente, elas acabam infectando menos outras pessoas.

Portanto, os achados de vários estudos sugerem que as crianças exercem um papel menor na transmissão do Sars-CoV-2, porque têm um risco menor de estarem infectadas.

De qualquer maneira, devemos manter todos os cuidados com nossos pequenos, pois, em alguns poucos casos, houve o aparecimento de casos mais graves inclusive necessitando de UTI. Um exemplo são os casos da Síndrome Multissistêmica Inflamatória, onde ocorre uma alteração inflamatória na circulação e no coração levando a um quadro grave como consequência da reação do organismo da criança à infecção pelo novo coronavírus.


E como proteger as crianças?

Aproveite o momento para ensinar as crianças a se manterem saudáveis. Veja:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão em quantidade suficiente e de maneira adequada (entre os dedos, palma e dorso das mãos, esfregar unhas, estender até os punhos). Se houver situações em que não é possível lavar as mãos, desinfetar as mãos com álcool em gel;

  • Evitar contato com pessoas doentes (que tenham sintomas como tosse, espirros ou febre);

  • Desinfetar todos os dias as superfícies de toque frequentes de casa, como mesas, maçanetas, interruptores de luz, controles remotos, etc.

  • Lavar objetos e brinquedos, incluindo pelúcias laváveis.


E o uso de máscaras em crianças?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, crianças saudáveis não precisam usar máscaras. Somente pessoas que apresentam sintomas da doença ou que prestam assistência a quem estiver doente devem usar máscaras.


Fonte: SBP


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