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Ansiedade: como saber se ela está em um nível prejudicial?

A ansiedade é um estado emocional e pode nos ajudar nas tarefas do nosso dia a dia. Ela faz parte da vida de todos nós e, em certo nível, pode ser considerada saudável. Pode nos ajudar a ter pontualidade nos compromissos, resolver uma questão que nos preocupa ou fugir de situações arriscadas, por exemplo.

O problema é quando ela se torna excessiva, fazendo surgir sintomas desagradáveis como preocupações em demasia, sensação de que tudo pareça mais perigoso, difícil e preocupante, mesmo aquelas coisas que não representam riscos reais.

Na definição de ansiedade pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), ela é a antecipação de alguma ameaça futura. Ela está muito associada ao o medo e gera sensações de tensão. Faz nos comportarmos com muito cuidado em determinadas situações, para fugirmos de sensações desagradáveis, e daí passamos a evitar ambientes, atividades, pessoas e coisas que nos causam temor.

Como identificar a ansiedade?

A ansiedade é uma sensação constante de medo em relação ao futuro, é um receio de que algo possa acontecer. Quando ela chega a um nível constante e elevado, se torna um transtorno e precisa ser tratada pois compromete muito a vida da pessoa.

Esses sentimentos vão gerar um ciclo vicioso de preocupações, estresse, angústias, tristezas, medo e desamparo.

Aaron Beck, psiquiatra e pai da Terapia Cognitiva, em seu livro “Terapia Cognitiva para os Transtornos de Ansiedade” nos mostra que o medo e ansiedade não surgem ao acaso. Eles são fruto da experiência de vida de cada pessoa.

Questões, como a forma de lidar com a família, amigos, trabalho, tarefas de casa e organização de tempo influenciam na maneira em que vivenciamos os medos e a ansiedade.

Além disso, o imediatismo, o excesso de tarefas acumuladas e as cobranças constantes por parte de familiares, colegas de trabalho e supervisores pode, sim, impactar na maneira em que a ansiedade se manifesta.

Lidando com a ansiedade

Então, concluímos que a ansiedade por si só não é um problema. Ela é um estado psíquico natural, benéfico e muito importante para a sobrevivência humana. Ela serve para nos alertar de situações perigosas.

No entanto, essa ansiedade às vezes ultrapassa esse nível natural. Devido à hábitos inadequados, questões genéticas ou traumas acabamos desenvolvendo os transtornos de ansiedade.

Logo, para a ansiedade não existe tratamento nem cura, existe apenas o controle para que ela não prejudique sua vida. Os transtornos, por outro lado, são doenças e precisam ser tratados.

Nesse caso, o tratamento pode ser com mudanças de comportamento, mudanças de estilo de vida, alimentação natural com alimentos que podem aumentar a serotonina (hormônio do bem estar), terapias, medicamentos que podem ser homeopáticos, florais, suplementação e até, nos casos mais graves, medicamentos controlados.

Você pode ler aqui de maneira mais aprofundada sobre os tipos de ansiedade, e como a nutrição e homeopatia podem ajudar no tratamento.

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