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Aprenda como a Dieta Sensorial pode ajudar a estimular o cérebro em qualquer fase da vida

Todas as pessoas precisam de informações táteis para entender e interagir com o mundo. Mas alguns possuem dificuldades com as diversas sensações que possam existir no seu dia a dia. Por exemplo, existem crianças que não gostam de ser tocadas e, desde bebês, evitam o contato com outras pessoas. O sistema tátil é importante para determinar nosso comportamento físico, mental e até emocional. Os estímulos táteis nos ajudam a nos mantermos organizados e no bom funcionamento do nosso organismo.


criança brincando
Interagimos com o mundo através do nosso sistema tátil

A dieta sensorial não tem nenhuma relação com as conhecidas orientações nutricionais. Este é um termo que descreve um tratamento para crianças com Transtorno de Processamento Sensorial ou de Integração Sensorial. Seu objetivo é manter o cérebro ativo e estimulado em qualquer fase da vida através de uma oferta de atividades.

Uma dieta sensorial é uma estratégia que envolve atividades específicas e individualizadas para auxiliar na regulação dos níveis de atividade, atenção e respostas adaptativas. Os estímulos sensoriais são adequados ao perfil sensorial da criança.

A proposta da dieta sensorial também pode ser usada em um programa de atividades neuróbicas. Criada pelos neurocientistas Katz e Rubin, “neuróbica” significa “aeróbica dos neurônios”, e é um tipo de exercício cerebral para mantê-lo ágil e saudável.

A neuróbica estimula os cinco sentidos através de exercícios, o que ajuda a pessoa a prestar mais atenção em suas ações. Na dieta sensorial há atividades planejadas para estimular as várias sensações experimentadas ao longo do dia.

Os exercícios neuróbicos podem proporcionar experiências fora da rotina ao cérebro. Para isso, usa várias combinações da visão, olfato, tato, paladar e audição, além de sentidos de cunho emocional e social. Em resumo, na dieta sensorial, são abordados sete sentidos: propriocepção, vestibular, tato, audição, visão, olfato e paladar.



Conheça uma lista de atividades que estimulam os sentidos para aplicar no dia a dia:

  • Empurrar e puxar;

  • Andar pela casa de trás para frente;

  • Vestir-se de olhos fechados;

  • Movimentar o corpo, dançar;

  • Escovar os dentes com a mão contrária ao de costume;

  • Brincar com texturas, entre outros.

As atividades devem ser individualizadas e modificadas frequentemente.

No dia a dia, cerca de 80% das atividades são de rotina o que minimiza o esforço intelectual, limitando o cérebro. Fazer atividades que contrariam a rotina estimula o cérebro e o mantém ativo.



Antes de tudo, é importante levar seu filho ao pediatra para acompanhar o desenvolvimento dele e saber se é necessário orientar uma dieta sensorial. Qualquer dúvida, entre em contato com seu médico.

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